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Grupos de Estudo

Gief

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Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre Futebol
Artigos Apresentação e Integrantes
Integrantes do Grupo
Coordenador do Grupo
Componentes do Grupo
Diana Mendes Machado da Silva
Enrico Spaggiari
João Paulo Streapco
Marcel Diego Tonini
Marco Antunes de Lima
Sérgio Settani Giglio
Vitor Canale
Paulo Miranda Favero

No segundo semestre de 2005, no departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, foi ministrada, no curso de Pós-Graduação em História Social, a disciplina "História Sociocultural do Futebol". Naquela ocasião, reuniram-se alunos de diversas áreas do conhecimento, com diferentes abordagens teórico-conceituais sobre o futebol. Na avaliação final do curso, surgiu a idéia de constituir um Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre Futebol (GIEF), para que pesquisadores, estudantes e interessados continuassem a debater e descobrir novas perspectivas analíticas para estudar o Futebol.

O grupo iniciou seus trabalhos em março de 2006 e, embora esteja em processo de consolidação, já desenvolveu várias frentes de trabalho, a destacar: participação em seminários e congressos e organização de eventos similares; realização de entrevistas com profissionais da área futebolística e pesquisadores interessados no tema, desenvolvimento de pesquisas acadêmicas em algumas das principais universidades de São Paulo, fortalecendo a possível criação de núcleos de pesquisa nessas universidades; criação de um grupo virtual para discussões e sugestões bibliográficas; produção de artigos sobre as atividades do grupo.

Apesar da diversidade teórico-metodológica proveniente das diferentes linhas de estudos e diversas áreas de formação dos componentes do grupo, uma questão era fundamental para todos: a relevância de estudar o futebol como um elemento cultural abrangente que, quando analisado, nos permite compreender amplamente a sociedade brasileira. Longe de nos fundamentarmos em teorias que vêem o Futebol apenas como instrumento ideológico ("futebol como ópio do povo" ou "fenômeno da indústria cultural"), o grupo entende o esporte como um fenômeno social total, que não só simboliza a sociedade em que se encontra, como se soma a ela.

A interdisciplinaridade e a diversidade de linhas de pesquisa presentes no grupo se traduziram em questões orientadoras para os trabalhos: Para além da premissa de que o futebol é fenômeno social total o que mais poderia haver de comum entre os participantes de modo a caracterizar um grupo e não uma mera soma de interesses? E, ao mesmo tempo, como selecionar e organizar leituras que pudessem também contemplar essa diversidade de interesses?

A experiência do Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre Futebol tem sido profundamente enriquecedora, ao colocar em debate a produção acadêmica sobre o tema, devido à considerável ampliação dos estudos sobre o esporte no campo das Ciências Humanas, em especial, realizada pela Sociologia e Antropologia. A publicação desse artigo visa elucidar não somente a importância e a pertinência de estudar o futebol, como revelar as dificuldades encontradas para vislumbrá-lo nas diferentes áreas do conhecimento científico e traçar novos desafios para o ano de 2007.

Entre esses desafios, destacamos o debate dos conceitos formulados por Huizinga (2005), que trabalhou a noção de "jogo" no singular, tratando-o como uma totalidade anterior à própria cultura, cuja essência seria o divertimento e seu significado estaria centrado em si mesmo e para seus jogadores. Seria possível haver autonomia entre o jogo e as relações sociais, como conceituou Huizinga? Essas relações não trariam significações específicas dependendo do contexto social que se encontra a modalidade lúdica? Não haveria uma relação mútua entre jogo e sociedade? Não devemos pensar em "jogos" diferentes entre si, de sociedade para sociedade?

Frente à discussão que Huizinga faz do conceito de "jogo", vale a pena retomar os trabalhos de Roberto DaMatta (1982) que, ao pensar na importância dos jogos nas diferentes sociedades, introduziu uma nova categoria conceitual para a noção de jogo: a de drama. Este seria o elemento básico da ritualização, enquanto que o rito constituiria o meio por onde uma sociedade entenderia a si própria, e o esporte como drama expressaria a identidade nacional, seus problemas, percepções, elaborações intelec

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