Formado no Vitória, Felipe é o dono da camisa 1 do Corinthians há três temporadas e seguirá como titular da equipe comandada por Mano Menezes em 2010. Mas caso necessite recorrer a um substituto imediato do atleta, o treinador não terá problemas: pelo menos é o que garante Luis Henrique de Moraes, preparador de goleiros das categorias de base do clube paulista.
À exceção do goleiro baiano, todos os outros três componentes do gol alvinegro no departamento de futebol profissional provieram do chamado “terrão”. São eles: Julio Cesar, Rafael Santos e Danilo. Fruto de um trabalho bem desenvolvido pelo ex-arqueiro e de uma sintonia fina com a metodologia da equipe principal.
“Nunca teve aqui no Corinthians uma integração como agora. Nós, da base, somos ouvidos, hoje”, revelou Luis Henrique, nesta entrevista concedida à Universidade do Futebol.
Formado em Educação Física e com pós em treinamento desportivo, ele vislumbra agora a conclusão de um mestrado, pautado na defesa do chamado “Pênalti Perfeito”, estudo capitaneado pelo Prof. Dr. Ronald Ranvaud, do grupo de esportes do Laboratório de Fisiologia do Comportamento da USP.
Sem uma carreira como atleta muito grandiosa – rodou por alguns clubes do interior de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul –, Luis Henrique viu surgir à sua frente a possibilidade de se consolidar na área técnica. Estudou, preparou-se, até surgir a oportunidade de assumir a preparação de goleiros do time sub-18 do Corinthians.
“Primeiramente, o segredo está não na formação, mas na avaliação. Ao ser avaliado corretamente, aquele atleta terá um período próprio de maturação e desenvolvimento. Mas o ‘ser goleiro’ dele tem de existir. Algo que provém do interior, mesmo, da alma”, sentenciou.
Além de afirmar, “com tranquilidade”, que o Corinthians hoje tem uma escola de goleiros, Luis Henrique abordou sobre sua metodologia de treinamento, a evolução da função e a falta de prestígio da categoria.