Por si só, dois grandes eventos esportivos realizados em um curto espaço de tempo em uma mesma cidade servem como chamariz para potenciais investidores. É o caso do Rio de Janeiro, que sediará os Jogos Olímpicos de 2016 e, antes, verá em sua localidade alguns duelos da Copa do Mundo. Mas o interesse de empresas alemãs em injetar capital no Estado não está diretamente relacionado a isso.
Secretário de Estado do Ministério da Economia de Badden-Württenberg, Richard Drautz, anunciou durante a abertura de rodada de negócios promovida pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK) que o país poderá despejar US$ 60 bilhões em investimentos até 2012 .
Esse montante não incluiria eventuais aportes em projetos para a Copa 2014 e a Olimpíada 2016. E de acordo com o cônsul-geral adjunto da República Federativa da Alemanha no Rio, Marcus Haas, o interesse deve-se ao fato de a nação europeia estar “redescobrindo o Brasil”.
“Nosso Estado está de braços abertos aos investidores estrangeiros interessados em ajudar na infraestrutura necessária para o nosso desenvolvimento”, afirmou Maurício Chacur, presidente da Invest Rio, em entrevista ao Jornal do Commercio.
Dentre os debates sobre negócios, setores de eletroeletrônica, tecnologia de informação, metalurgia e construção estiveram presentes. Um dos exemplares foi Architekten von Gerkan, Mark und Partnerm, empresa responsável pelo desenvolvimento de projetos de estádios de futebol para o Mundial.
Outras empresas sediadas no Rio de Janeiro que atuam na área de energia, mineração, petróleo e gás, interessadas em futuras parcerias com os alemães, também participaram da rodada.