Curitiba se prepara para sediar a Copa do Mundo em 2014 já com uma meta financeira planejada, pontos centrais para receber tais investimentos e uma cobrança aos representantes governamentais. Tudo isso foi exposto na 1ª Reunião das Cidades-Sede da Copa 2014, realizada em Brasília (DF), na última terça-feira.
Organizado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), a iniciativa visa compartilhar boas experiências e promover a articulação entre as 12 prefeituras que sediarão jogos do Mundial.
Prevê-se que o projeto de infraestrutura urbana e mobilidade para a capital paranaense demandará cerca de R$ 4,5 bilhões. A primeira linha do metrô local, somente, captaria quase 50% dessa verba (R$ 2 bilhões).
“O governo federal precisa estudar mecanismos que agilizem os processos de liberação de recursos para que os projetos sejam executados a tempo”, cobrou Luiz de Carvalho, assessor de relações institucionais da Prefeitura de Curitiba e gestor da cidade para o evento esportivo.
O volume de recursos previstos para Curitiba refere-se apenas aos investimentos públicos federais, estaduais, municipais e de programas de financiamento de instituições internacionais como Agência Francesa de Desenvolvimento, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Fonplata (Fondo Financiero para El Desarrollo de La Cuenca Del Plata).
“Sem dúvida, a Copa do Mundo também atrairá investimentos privados. É preciso planejar parcerias para viabilizar projetos com a iniciativa privada”, acredita Luiz de Carvalho.
Além do metrô, estão previstos investimentos para melhorar a acessibilidade entre o aeroporto e o estádio Joaquim Américo, benefícios à rede hospitalar, reforço da infraestrutura de energia e nas questões de mobilidade, acessibilidade e aumento da capacidade do transporte coletivo, sem contar nas áreas de segurança e saneamento básico e ampliação da rede hoteleira e infraestrutura de telecomunicações.